Revejo
Quando a gente conversa. Contando casos, besteiras. Tanta coisa em comum. Deixando escapar segredos. E eu não sei que hora dizer. Me dá um medo, que medo. É que eu preciso dizer que te amo.
Cazuza.    (via orgulho)
Quando tá tudo indo bem, eu sempre tenho a sensação de que alguma coisa, no fundo, tá muito errada. Sei lá, é como se um relacionamento saudável fosse impossível no meio dessa merda toda, e quando eu não posso ver os erros, eu fico com essa certeza de que estou sendo enganada. E fico procurando, investigando, revirando o mundo pra encontrar os vacilos, mentiras, motivos pra terminar. Percebe a loucura? É como se ninguém pudesse me amar e ponto, de tanto colarem o adesivo de ‘trouxa’ na minha testa, qualquer carinho me parece suspeito. Percebe a tortura? Fico oscilando entre confiar e desconfiar, querendo viver uma história leve e sempre me afundando nas minhas neuroses e cicatrizes. E homem nenhum aguenta isso, homem nenhum percorre meu labirinto até o fim. Mas como eu poderia me entregar, sem antes saber se posso ir inteira? Como posso confiar de novo, sem saber se vai ser realmente diferente? Quero alguém que rompa meus lacres, não que me lacre mais! E sigo estragando tudo, só pra não ficar pior depois. Quando eles finalmente se cansam e caem fora porque eu sou louca de pedra, eu fico satisfeita. Volto pra fossa por um tempo, sem mistérios, já conheço bem o lugar e a porta de saída. E penso “Viu, sabia que eu tava certa”. Talvez eu até esteja errada, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço.
Tati Bernardi.  (via orgulho)
Não dá pra simplesmente passar uma borracha em cima de tudo o que você viveu e voltar a ser alguém que não vai ser nunca mais, não dá pra ignorar a dor que vive dentro de você, aquela dor que te faz agonizar todos os dias, que te faz querer chorar ou nunca ter se machucado, não dá pra ignorar aquela dor que provavelmente te mude pro resto da vida, não dá.
Anna Paula Varella.   (via orgulho)
Estou saindo de férias, volto assim que me encontrar.
Martha Medeiros. (via orgulho)
Gostaria que tivéssemos coragem de dizer mais.
O Diário de Anne Frank. (via orgulho)
Ele disse para ela ir se tratar, e então foi isso que ela fez. Tratou do cabelo, tratou da pele, tratou do corpo, tratou de conhecer gente nova, tratou de viajar, tratou de rir, tratou de se divertir. E foi se tratando que percebeu que não precisa dele pra ser amada, e sem ele tratou de ser feliz.
Tati Bernardi.    (via orgulho)
Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz
Tati Bernardi. (via orgulho)
Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo.
Caio Fernando Abreu.  (via orgulho)
Meu querido daqui à 50 anos você ainda vai saber meu nome, e vai se arrepender de todas as vezes que me fez sofrer… Ah vai.
Tati Bernardi.  (via orgulho)
Ele é cheio de garotas e pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Tá certo ele. Bonitão, rico, engraçado e safado. Que mulher não se apaixona por ele? Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo e minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes ao ano, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes ao ano. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de nozes e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta.
Tati Bernardi.  (via orgulho)

aguascristalinas-deactivated202:

E o mar está revolto mais uma vez, sem saber o que fazer, ele luta com todas as coisas dentro dele. Um misto de sentimentos que ainda ninguém conseguiu entender. Um dia o mar está calmo pra se banhar, no outro que aí daquele que ousar entrar. O mar está revolto mais uma vez, alguns sentimentos voltam a toa, outros surgem. Mas ainda sim, eu estou na beira da água olhando as ondas. Sem saber se elas viram fortes ou fracas, e se eu ainda posso ousar entrar de novo no mar.

B.M